"The Walking Dead": morte de personagem tira série do coma



Despedida de Carl sugere novo rumo na trama que enfrenta queda de audiência (Foto: Reprodução)

Mais um relevante personagem de The Walking Dead deu adeus ao elenco. No domingo 25, a série apocalíptica retornou com a segunda parte da oitava temporada com uma morte já engatilhada. Carl (Chandler Riggs), no episódio que encerrou a primeira etapa da temporada, revelou ter sido mordido por um zumbi, sentença que nos primórdios do programa aniquilou muitos personagens – antes da mesmice do confronto de homens maus versus homens ainda piores.

É comum entre os fãs a repetição do mantra "The Walking Dead não é uma série de zumbis". A frase é correta, mas não é uma verdade absoluta. A epidemia que dizimou grande parte da humanidade criou mortos-vivos famintos, catalisadores do surgimento de vivos que se sentem mortos e agem com pouco senso de consequência em um mundo sem leis.

A mescla de elementos de thriller, terror e drama, entre teorias filosóficas e religiosas, era o diferencial do série, que acabou pesando a mão na violência com a chegada de Negan (Jeffrey Dean Morgan), um ótimo vilão, mas repleto de excessos e de um sadismo que não é novidade no roteiro repetitivo.

A guerra entre as comunidades que se organizaram no fim do mundo ganhou uma pausa para a despedida do filho de Rick (Andrew Lincoln), em um bom e emotivo episódio. Carl relembrou, em meio a tantos tiros, facadas e pauladas entre humanos, que existe um inimigo em comum: os zumbis. Ao contrário de outros personagens queridos, como Glenn (Steven Yeun), vítima de Lucille (o taco com arame de Negan), o jovem teve tempo de se despedir dos amigos e da família. Enquanto o fazia, uma utopia da comunidade Alexandria em paz se revelava na tela.

O respiro dramático não veio do nada. Segundo o showrunner da série, Scott M. Gimple, a visão de Carl pode, de alguma forma, se estabelecer. A inspiração vem da fase dos quadrinhos (que dão origem ao programa), a partir da edição 127, quando Alexandria se recupera da guerra. "Queríamos que Carl tivesse uma visão idealista de um futuro que acontece na HQ. Sabemos que o que vem depois da edição 127 está longe de ser o ideal, mas é um começo. Lembro que li e pensei: 'Nossa, finalmente as coisas começaram a se acertar nesse universo'", contou Gimple em entrevista à revista americana Entertainment Weekly.

Com tamanha queda de audiência, The Walking Dead, em sua oitava temporada, faz bem em olhar para um futuro em que as peças vão começar, finalmente, a se encaixar. E, quem sabe, chegar a um fim digno de sua longa história na TV.

 

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