Empresa americana de internet chega ao país com planos de até R$ 450

A empresa norte-americana Hughes passa a oferecer internet banda larga via satélite no país a partir desta sexta-feira (1º). Os preços, no entanto, não são nada convidativos para os consumidores cansados de suas operadoras tradicionais.

Os planos residenciais partem de R$ 249,90 (para velocidade de 10 Megabits por segundo) e chegam a R$ 449,90 (20 Mbps). Há ainda uma taxa de adesão de R$ 359 e cláusula de fidelidade de 12 meses.

Como comparação, Net e Vivo oferecem 15 Mbps por R$ 99 fora dos combos. Nos pacotes que incluem TV por assinatura e telefone, o valor é menor.

Segundo a Hughes, o objetivo é chegar a regiões que hoje são mal atendidas pelas empresas tradicionais do setor. Os primeiros Estados atendidos, ainda em julho, serão São Paulo e Minas Gerais. No primeiro ano de atuação, a Hughes espera cobrir 4 mil municípios (80% do território brasileiro) em 21 Estados. Até 2018, o atendimento chegará a 90% do país.

De acordo com pesquisa Ipsos encomendada pela Hughes, 54% dos acessos de internet nos locais onde a Hughes vai operar são feitos em uma conexão de tecnologia inferior à que a empresa vai oferecer. Além disso, 43% dos entrevistados afirmam que o serviço de internet fixa não é oferecido onde moram.

FRANQUIA

O contrato de prestação de serviços da Hughes incluirá ainda uma cláusula que causou recente discórdia entre consumidores e operadoras: a imposição de franquia de dados por mês.

O plano será complexo, segmentando dados trafegados por horário. No mais simples, de 10 Mega, o consumidor poderá utilizar 15 GB livremente e outros 20 GB entre a meia-noite e as 7h da manhã. Cada 1GB extra contratado na franquia custará mais R$ 29,90.

TECNOLOGIA

A Hughes vai oferecer o serviço via satélite que opera na chamada banda Ka, a mesma utilizada em alguns dos sistemas de internet em aviões.

A empresa afirma que, nos Estados Unidos, o serviço ocupa o primeiro lugar no ranking de empresas que mais entregam a velocidade anunciada, segundo o relatório anual Measuring Broadband America 2015, da Federal Communications Commission (FCC).

Fonte: Folha de S. Paulo
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