Papa diz que contracepção é aceitável em casos de zika

O papa Francisco sugeriu nesta quinta-feira que as mulheres ameaçadas com o vírus zika poderiam usar métodos contraceptivos, mas não abortar o feto, dizendo que há uma clara diferença moral entre abortar e prevenir uma gravidez.

O tema foi abordado em entrevista coletiva de imprensa durante voo para Roma, após a visita do pontífice ao México, em resposta a um repórter que questionou se o aborto e o uso de contraceptivos poderiam ser considerados um "mal menor" quando ligados aos casos do vírus zika ou de microcefalia.

"O aborto não é um mal menor, é um crime", disse ele a repórteres. "Retirar uma vida para salvar outra é o que a máfia faz. É um crime. É um mal absoluto". Por outro lado, "evitar a gravidez não é um mal absoluto" e, em certos casos, é "um mal menor", disse o papa.

Esta não é primeira vez que a Igreja Católica autoriza o uso de métodos contraceptivos. Em um livro lançado em 2010, o papa Bento XV afirma que o uso de preservativos é aceitável "em certos casos", especialmente para reduzir o risco de infecção do HIV. Nas décadas de 60 e 70, o papa João Paulo VI permitiu que freiras que viviam na África tomassem pílulas anticoncepcionais diante do risco de estupro.

Fonte:veja
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