Cariri desacelera o crescimento do emprego

A atual conjuntura financeira do País já dá sinais na região do Cariri, que até bem pouco tempo vivenciava uma realidade oposta no tocante à empregabilidade. "Ao contrário das demais regiões, segue empregando, não houve redução, mas uma desaceleração", explicou a gerente da Unidade do Sine/IDT de Juazeiro do Norte, Conceição Araújo.
 
O quadro atual, segundo Conceição, não representa diminuição na empregabilidade formal e informal em Juazeiro. "A região segue se desenvolvendo, o que possibilita a oferta de vagas em vários setores", frisou.

Apesar dos dados do Sine/IDT, o município de Crato aparece no quarto do ranking dos que mais desempregaram de janeiro a outubro deste ano. Juazeiro, Crato e Barbalha são três municípios em crescimento no Interior cearense. Por dia, em média, 100 pessoas procuram os serviços ofertados pelo Sine/IDT.

Dentre os candidatos selecionados e encaminhados para entrevistas no órgão, a taxa de aproveitamento gira entre 70% e 80%. "Em média, a cada dez encaminhados, sete ou oito acabam por ficar nas empresas", pontua. Os setores de maior empregabilidade são: serviço, comércio e indústria.

Gustavo Oliveira Custódio, 27, perdeu o emprego no início de setembro. Para ser inserido novamente no mercado de trabalho, o auxiliar de escritório conta que participou de um curso de capacitação. "Tirei um mês para estudar, depois fui em busca de emprego e consegui. Acho que o que falta é mão de obra qualificada", considerou. A opinião do jovem é corroborada por Conceição Araújo. "Capacitação é sempre uma boa alternativa para conquistar uma vaga no mercado de trabalho", finaliza.

Sobral é a cidade polo da região Norte, cujo centro urbano apresentou importante crescimento nas duas últimas décadas, a partir da expansão do parque industrial, do comércio varejista, das atividades de serviço e da expansão do Ensino Superior. Ainda assim, segundo ranking do Caged, ocupa a nona posição entre os que mais desempregaram de janeiro a outubro deste ano, com saldo negativo de 2.346 desempregados.

O setor mais afetado foi o da indústria calçadista. Segundo o Caged, em 2014, houve um comportamento inverso em relação a 2013, quando ocorreu um saldo de 2.738 empregos na indústria. No ano passado, foram fechados 1.983 postos de trabalho nesse setor. Em 2015, essa tendência de desemprego se manteve. O impacto negativo nos empregos ocorreu com maior intensidade nas cidades mais industrializadas.

Fonte: Diário do Nordeste
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