Telefonia gera 6,4 mil reclamações em julho no Ceará



Dados compilados pelo Procon Fortaleza apontam que a telefonia móvel somou 1.562 reclamações somente no primeiro semestre deste ano e as queixas sobre cobrança indevida lideraram as manifestações dos usuários (Foto:Reprodução)

Longe do perfil ideal de serviço básico, os de telefonia fixa e móvel, banda larga fixa e móvel e TV por assinatura continuam motivos de insatisfação para os usuários e, somente no mês de julho de 2017, conforme os moderados dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foram contabilizadas 6,4 mil reclamações somente no Ceará - um mercado que possui em torno de 10 milhões de usuários, se apenas os chips móveis forem considerados.

O número visto no mês representa uma expansão de 5,5% sobre o volume de reclamações anotadas no mês de junho, de acordo com o levantamento da Anatel divulgado na última semana. Mas o impressionante é que apresenta uma redução quando a base de comparação é julho de 2016 e também o registro acumulado dos primeiros sete meses de 2017 ante igual período do ano anterior.

De janeiro a julho, foram apenas 46,4 mil manifestações de usuários cearenses no serviço de queixas prestado pela agência reguladora do setor, enquanto que em igual período de 2016, o montante foi de 60,7 mil. Isso indicou uma expressiva queda de 23,5%. Já no outro comparativo, a Agência indica diminuição de 9,9% no número de ligações para o serviço de queixas.

No País, a redução é ainda menor: "no mês de julho de 2017, foram registradas 281,1 mil reclamações na Anatel, queda de 11,1% na comparação com o mesmo mês de 2016. Com exceção da TV por Assinatura, que apresentou 41 mil reclamações (+ 5,8%), os outros serviços de telecomunicações apresentaram redução: telefonia móvel, com 133,5 mil queixas (-16,8%), telefonia fixa, com 60,6 mil (-12,8%), e banda larga fixa, com 43,9 mil (-3,9%).

Dados do Procon

Enquanto os números da Anatel indicam apenas alguns poucos milhares, o Procon Fortaleza - responsável por mediar questões de abuso ao consumidor somente na Capital - contabiliza 1.562 casos somente no que diz respeito à telefonia móvel no primeiro semestre deste ano. A pedido da reportagem, o órgão ainda fez um detalhamento dos serviços mais reclamados pelos fortalezenses no período, o que a Anatel não faz.

Cobrança indevida liderou o ranking, com 512 casos levados à equipe do Procon. Em seguida vieram Serviço não fornecido (entrega/instalação/não cumprimento da oferta/contrato), com 57; SAC - Cancelamento de serviço (retenção, demora, não envio do comprovante), com 17; Venda/Oferta/publicidade enganosa, com 17 também; e Cobrança abusiva mediante constrangimento, ameaça, com 14, encerra os cinco mais.

Campanha nacional

O principal motivo de queixas pelos consumidores da Capital, inclusive, foi motivo para que o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) bancasse uma campanha nacional. Batizada de "Cadê meu crédito?", a ação "busca alertar os consumidores sobre problemas de cobranças indevidas de SVAs (Serviços de Valor Adicionado) na telefonia móvel".

"A campanha mostra que esse problema está afetando milhares de consumidores no Brasil e movimentando uma indústria bilionária. Somente em 2016, as empresas de telefonia ganharam R$ 8 bilhões com SVAs. A Anatel, por sua vez, recebeu mais de 300.000 reclamações de cobranças por serviços desconhecidos no ano passado", detalha o Idec, justificando a importância de investir no tema na esfera nacional.

Para ajudar o Instituto a desenvolver ações mais eficientes sobre o assunto, o Idec pede que todos possam relatar o transtorno vivido devido à cobrança indevida no site: http://cademeucredito.Info.

Fonte: Diário do Nordeste

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