Ao menos 200 ativistas ambientais foram assassinados em 2016, a maioria na América Latina


Manifestantes no Dia Europeu do Mar, em Paris (Foto: Reprodução/Terra)

Pelo menos 200 ativistas ambientais, um número recorde, foram mortos em todo o mundo em 2016, 60% deles na América Latina – de acordo com um relatório da Global Witness divulgado nesta quinta-feira (13).

O balanço, o dobro do registrado dois anos antes, é o mais elevado desde que a organização começou a contabilizar os assassinatos de ambientalistas, em 2002.

Este é o reflexo de uma onda de violência, em que "as empresas mineradoras, madeireiras, hidroelétricas e agrícolas passam por cima das pessoas e do meio ambiente em sua busca por lucro", lamenta a organização.

Em 2016, os assassinatos de ativistas ambientais também se espalharam geograficamente, atingindo 24 países, contra 16 em 2015.

Brasil, Colômbia e Filipinas são responsáveis ​​por mais da metade das mortes, seguidos por Índia, Honduras, Nicarágua, República Democrática do Congo e Bangladesh.

"A luta implacável pela riqueza natural da Amazônia torna o Brasil, mais uma vez, o país mais letal do mundo", com 49 assassinatos em um ano, alerta o relatório.

Já Honduras continua a ser o país mais perigoso em número de assassinatos per capita na última década.

Terra

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