Ataque ao presídio de Pedrinhas foi para resgatar assaltantes de banco, diz polícia


Muro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas foi reconstruído após fuga de presos em São Luís (MA) (Foto: Douglas Pinto/TV Mirante)

O ataque a uma unidade do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, que resultou na fuga de 32 detentos, tinha como objetivo o resgate de sete internos ligados a uma quadrilha interestadual de assaltantes de banco, segundo informou a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

Um grupo armado com fuzis participou da explosão de parte do muro do Centro de Detenção Provisório (CDP) e atirou contra os agentes penitenciários para que os presos de duas celas do Pavilhão Gama pudessem fugir da cadeia.

O delegado Thiago Bardal, superintendente da Seic, afirmou que a fuga era para os sete assaltantes e que os demais detentos aproveitaram a situação. “Cabe ressaltar que temos sete assaltantes de banco, de alta periculosidade e membros de uma facção criminosa, soltos por aí. Pelo inquérito instaurado, esses assaltantes foram os alvos desse resgate. Os demais foi oportunidade”, afirmou.

Os assaltantes de banco resgatados na ação foram identificados como: Renato Costa Sousa, responsável pelo assalto ao Bradesco de São João dos Patos em 2016; Wanderluz Gomes da Silva, sequestrador e assaltante; Paulo de Caldas Santos, assaltante que agia na Região Tocantina e também era foragido do Ceará.

Os criminosos Ronalth Correia Coelho, líder do assalto a banco em Balsas, onde estudante morreu em operação policial; Waldemir Laurinal Flores, o "Martelo", parceiro de Wanderluz, e que agia na Região de Santa Inês; Fernando Machado Vasconcelos, que atuava na região de Timon / Teresina; e Claudio Kelson de Sousa Rodrigues, o Kaká.

Segundo Bardal, a preocupação da polícia neste momento é com os assaltos as instituições bancárias, pois tiveram gasto considerável após a ação contra o presídio de Pedrinhas. “Tiveram que alugar armamento, recrutar pessoas e tem uma dívida agora. Então eles vão buscar esse dinheiro na especialidade deles, o assalto a banco” explicou.

Foragidos e mortos

Trinta e dois detentos fugiram do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital, após a explosão de um muro do Centro de Detenção Provisória (CDP).

Na manhã desta segunda-feira (22), três fugitivos foram recapturados e outro foragido foi morto durante confronto com homens da Polícia Militar, em Itapera, Zona Rural da capital.

Seis foram recapturados minutos depois da fuga, enquanto dois morreram na troca de tiros com agentes do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop).

De acordo com uma nota do governo, no total, três internos morreram durante a troca de tiros com a polícia, nove foram recapturados e 20 permanecem foragidos após a ação criminosa.

Presídio de Pedrinhas

O Complexo de Pedrinhas está localizado no Km 15 da BR-135, situado na Região Metropolitana de São Luís. Ele é formado pelo Presídio Feminino, Centro de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas (CCPJ), Casa de Detenção (Cadet), Presídio São Luís I (PSL I), Presídio São Luís II (PSL II), Centro de Triagem e Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas (CDP).

O CDP é a única unidade prisional masculina que ainda não dispõe das tecnologias da Portaria Unificada, tais como o escaneamento corporal por BodyScan, por estar separada das demais que compõe o Complexo Penitenciário de São Luís.

Policiais civis e militares seguem em busca dos fugitivos. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que já abriu sindicância para apurar possível facilitação na fuga dos internos.

Fonte: G1
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