Justiça nega habeas corpus e o padre preso em Crato continuará na Penitenciária de Juazeiro


Padre Lensilson foi preso no dia 7 de outubro em Crato (Foto: Arquivo/Agência Miséria)

Tribunal de Justiça do Ceará, por meio da 3ª Câmara Criminal, negou liberdade para o padre Lenilson Laurindo da Silva, que se encontra preso numa cela especial da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) em Juazeiro do Norte desde o último dia 7 de outubro. Ele é acusado de abusar sexualmente de adolescentes não só em Juazeiro como noutros municípios da região do Cariri. A decisão de mantê-lo preso teve como relator o desembargador Raimundo Nonato Silva Santos.

Ele se baseou nas informações que, conforme destacou, denotam a materialidade e relevantes indícios de autoria delitiva e ponderou ainda sobre os riscos que sua liberdade imporia à ordem pública, considerando os danos e desgastes psicológicos que poderiam acometer os adolescentes supostamente vítimas. O sacerdote foi preso por policiais civis de Juazeiro e Crato que acompanharam as Promotoras Juliana Mota e Alessandra Magda Ribeiro no cumprimento de mandados expedidos pela 2ª Vara Criminal de Juazeiro.

Os crimes de pedofilia cometidos pelo Padre Lenilon foram investigados pelo Ministério Público chegando a conclusão que o religioso, valendo-se de sua condição, vinha explorando sexualmente adolescentes. Para isso, oferecia dinheiro em troca de favores sexuais, bem como de estímulo à pratica de atos libidinosos e troca de material pornográfico. Os atos ilícitos dele, conforme o que foi apurado pelo MPCE ocorriam na casa de sua irmã.

Segundo o Ministério Público, tanto os responsáveis pelos adolescentes como as próprias vítimas denunciaram o caso. Ao ingressar com habeas corpus no Tribunal de Justiça, a defesa alegou que o juiz julgou antecipadamente o caso na formação de convencimento para a fundamentação da prisão. Considerou ainda a prisão injusta e abusiva, o que caracteriza constrangimento ilegal. De acordo com a defesa, o padre é réu primário, possui residência fixa, ocupação lícita e, por isso, não oferece riscos à sociedade.

Já o MPCE opinou pela denegação do pedido, sob o argumento de que a situação concreta justifica a decretação da prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública e para assegurar a instrução criminal. Ao analisar o caso, a 3ª Câmara Criminal negou à unanimidade o pedido, acompanhando o voto do relator. Na época em que foi preso, Padre Lenilson estava como vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Crato após um bom tempo à frente da Igreja de São Vicente de Paulo no bairro Alto da Alegria em Barbalha e da Paróquia Menino Jesus de Praga no bairro Novo Juazeiro.



Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

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