Assembleia Legislativa gasta mais de R$ 110 mil em flores este ano no TO


Assembleia gastou mais de R$ 110 mil com flores. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)


A Assembleia Legislativa gastou mais de R$ 110 mil em flores, em 2016. O levantamento foi feito pela TV Anhanguera, no Portal da Transparência. A despesa com alimentação também chama atenção: R$ 800 mil, só este ano.

Os gastos com flores são equivalentes a 2.200 buquês de rosas ou 440 coroas. Para essa demanda, teriam que ocorrer velórios de autoridades todos os dias do ano. As notas emitidas para uma única floricultura de Palmas mostram que os maiores valores foram em abril, R$ 26.410, e junho, R$ 28.955.

"É fora dos parâmetros. Não entendível e não aceitável um valor desse", diz o deputado estadual do PMDB, Paulo Mourão.

Nem só de flores viveu a Assembleia este ano. Teve fartura de comida também. A casa pagou em 2016, quase R$ 800 mil para três restaurantes de Palmas. Uma média de R$ 60 mil por mês só com alimentação.

O gasto mensal da Assembleia Legislativa, por mês, com comida, é equivalente a 800 rodízios de 64 reais por pessoa, nos restaurantes mais caros da capital. Em estabelecimentos mais baratos, o dobro de pessoas seria servidas. Esses valores também podem ser comparados a despesa com 5 mil marmitex de R$ 10.

A maior nota foi paga no dia 15 de dezembro, R$ 159 mil de uma só vez. Até no mês de julho, teve despesa: R$ 38.650. Os deputados dizem desconhecer esse gasto.

"Eu penso que as flores são nas audiências públicas, que sempre uma decoração temática. Já os gastos com refeição, realmente não tenho conhecimento", afirma o deputado Zé Roberto (PT).

"Os gastos têm que ser sempre controlados, tenho em vista o momento que o país passa", opina o deputado Olinto Neto (PSDB).

O dinheiro saiu do custeio da casa de leis, pago pela diretoria e não incluiu outros gastos de alimentação, como a que é paga pelos deputados com as verbas de gabinete e auxílio alimentação, que passou R$ 20 milhões em 2016. 

O diretor geral, Antonio Ianowich justificou que tanto as flores quanto a comida, são para eventos da casa e como há dinheiro disponível, esse tipo de despesa vai continuar. "Esses gastos são previstos no nosso orçamento, estão dentro da verba de custeio que a Assembleia executa durante todo o ano e representa uma parcela bem pequena do montante. São utilizados nos eventos que ocorrem na casa."

Esse ano, a Assembleia teve orçamento de R$ 180 milhões para bancar as despesas. Para 2017, o valor será ainda maior, R$ 250 milhões.

"Você gastar com churrascaria, floricultura, isso não vai trazer benefício para população. A lei de responsabilidade fiscal mostra indícios de uma gestão irracional. O gestor não se pauta pelo princípio de gastar menos e aplicar mais", diz o presidente Comissão de Gastos Públicos da OAB no estado.

Fonte: G1 TO


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