Desaforado julgamento de acusado de matar estudante da URCA em Juazeiro

A sessão ordinária do Tribunal do Júri não aconteceu nesta quinta-feira em Juazeiro do Norte quando deveria ser julgado à revelia o jovem Hector Sobreira Matos acusado de matar um estudante universitário no bairro Tiradentes. O seu advogado de defesa, José de Amélia Duarte Pereira, pediu o desaforamento e foi atendido pela Juíza de Direito, Ana Raquel Colares, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro. Agora, fica a critério do Tribunal de Justiça a definição da cidade onde o réu será submetido a julgamento.

O processo trata do assassinato do acadêmico da Universidade Regional do Cariri (URCA), Antonio Felipe de Oliveira Cabral, de 20 anos, morto a tiros na noite do dia 16 de setembro de 2012 no cruzamento das ruas Ivany Feitosa e 21 de Abril (Tiradentes) em Juazeiro. Uma semana depois a justiça decretou a prisão preventiva de Hector Sobreira, mas este já tinha fugido.

A vítima morava no bairro São José e era filho do policial militar Cabral, que integrava os quadros da Companhia Ambiental. Felipe tinha um romance com Elane Cristine Oliveira Silva Tavares a qual era casada e, segundo seu pai, o garoto estava deixando o relacionamento com o que ela não concordava. Felipe tinha mostrado ao então Soldado Cabral 92 ligações e mensagens de texto dela para o seu celular.

Na hora do crime os dois discutiam quando uma pessoa passou em uma motocicleta atirando. A própria Elane Cristine ainda socorreu o jovem ao Hospital Regional do Cariri em seu veículo Celta de cor prata o qual foi seguido por uma patrulha da Polícia Militar, pois havia suspeita que a mulher o tivesse atraído ao local. Felipe morreu poucos minutos depois e ela terminou levada à 20ª Delegacia Regional de Polícia Civil, onde protestou inocência no caso.

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