Retirada de cadeiras no Castelão: Fortaleza e Ceará admitem ideia; FCF e MP-CE consideram retrocesso

A recorrência de casos de vandalismo nos estádios da Capital causa preocupação. De modo especial a Ceará e Fortaleza, que muitas vezes precisaram tirar do próprio bolso para arcar com o prejuízo causado por infratores dentre as torcidas, além de responder ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, como vai acontecer hoje. Os clubes querem um basta às consequências do quebra-quebra. E admitem que a solução pode vir com um setor sem cadeiras. 

Presidente do Fortaleza, Jorge Mota é a favor da medida. Após o saldo do Clássico-Rei na final do Estadual - com invasão de campo e 1.580 assentos danificados no Castelão -, o cartola apenas reforça. “Não posso sozinho resolver a questão das cadeiras. As autoridades responsáveis não estão mostrando competência também. O Fortaleza não pode continuar pagando”.

O diretor jurídico do Ceará, Guilherme Magalhães, sugere a criação de um setor, com valor próprio, sem cadeiras. “Como as organizadas não ficam sentadas, e isso ocorre no mundo inteiro, tem de se dar condições para que eles consigam assistir ao jogo em pé. Mas que se setorize, e não apenas retire”, explica.

Consultados pelo O POVO, o coordenador do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor), José Wilson Sales, e o presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio, se mostraram contra a adoção de alas sem cadeiras no estádio. “Seria a vitória do vandalismo, o fim da segurança do real torcedor e a derrota dos órgãos de segurança”, destaca Carmélio.

A Secretaria do Esporte do Ceará (Sesporte) propôs, no início do semestre, um Clássico-Rei amistoso para testar a retirada de cadeiras. Contudo a partida não foi realizada até agora.

Fonte: Esportes O POVO (André Victor Rodrigues)
Share on Google Plus

About Fagner Soares

0 comentários:

Postar um comentário