Projeto recolhe lixo eletrônico das ruas

Projeto Juazeiro Ambiental está recolhendo o lixo eletrônico - como computadores, impressoras, televisores, aparelhos de som, DVD’s e videocassetes - jogado em terrenos baldios da periferia ou depositado no lixão das imediações da Vila Padre Cícero (Palmeirinha). O lançamento desses produtos em locais inapropriados contribui para aumentar, ainda mais, os problemas ambientais dessas localidades.

O projeto consiste na coleta seletiva desse tipo de material junto às repartições públicas, empresas privadas e a população de um modo geral, para ser reciclado e reaproveitado. “Estamos fazendo a coleta na garagem da antiga Usina Zé Bezerra, na Rua Seminário, onde o projeto está instalado, evitando que continuem sendo levados para o lixão”, relata o coordenador Francisco Alvino.

Segundo ele, nos últimos 30 dias, foram coletados e reciclados cerca de 800 quilos do material. Mas, a ideia é aumentar essa quantidade. “Alguns produtos são reciclados em Juazeiro, mas a maior parte deles, em torno de 90%, ainda é reciclada fora da nossa cidade. Selecionamos todo esse lixo eletrônico e mandamos para uma empresa especializada, em Fortaleza e outras capitais do Nordeste”, observa o coordenador do projeto, acrescentando que o importante é coletar e acondicionar o material adequadamente, evitando que continue poluindo o meio ambiente.

Conforme Francisco Alvino, a dificuldade para se reciclar o lixo eletrônico deve-se ao fato de boa parte da população local ainda não ter conhecimento que esse tipo de material pode ser reaproveitado de várias maneiras. “É preciso que a população tenha consciência disso. Que esse lixo eletrônico vai ser reciclado e transformado em outro material, não sendo mais jogado nas ruas ou em pontos de lixo”, explica.

De acordo com Francisco Alvino, embora diversos materiais sejam comercializados por um preço relativamente baixo, o trabalho tem a sua recompensa, pois mostra a responsabilidade de se lutar pela preservação do meio ambiente. “Esperamos que as pessoas façam a doação desse lixo eletrônico aqui, na Usina Zé Bezerra, para que a gente o desmonte e leve para ser processado lá fora. O importante é evitar que ele vá para o lixão de Juazeiro, por se tratar de um material contaminado, tanto é que eu trabalho usando óculos, luvas e todo equipado, justamente porque ele é um produto perigoso. A gente sabe como trabalhar com esse lixo eletrônico”, finaliza.

Fonte: Jornal do Cariri
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