Mercado prevê queda de 3,5% do PIB em 2015 e de 2,31% em 2016

Após a divulgação de que o PIB recuou 1,7% no terceiro trimestre de 2015 e dados sobre produção industrial piores do que o esperado, economistas recalibraram suas projeções para baixo.

Agora, o centro das expectativas (mediana) é de que o PIB encolha 3,5% em 2015. Há uma semana, esperava-se queda de 3,19%.

Para 2016, espera-se retração de 2,31%. Na semana anterior, a expectativa era de queda de 2,04%.

As informações fazem parte do boletim Focus, pesquisa entre economistas divulgada semanalmente pelo Banco Central.

A expectativa para a inflação também foi revisada. A previsão é de que a inflação oficial, medida pelo IPCA, chegue a 10,44% em 2015. Há uma semana esperava-se inflação em 10,38%.

Em 2016, a inflação deve atingir 6,70%. Na semana anterior, previa-se que chegasse a 6,64%.

A previsão para a taxa de câmbio para o fim de 2015 ficou estável, em R$ 3,95, a mesma da semana anterior. Para o final de 2016, a expectativa ficou em R$ 4,20, a mesma da semana anterior.

SELIC

A meta da Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia) referente ao fechamento de 2016 foi ampliada para 14,25%. Há uma semana, a previsão era de 14,13%.

A taxa de juros é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia.

Se os juros caem muito, a população tem mais acesso ao crédito e pode consumir mais. Esse aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender a um consumo maior.

Por outro lado, se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento —que ficam mais caros—, a economia se desacelera e evita-se que os preços subam, ou seja, que haja inflação.

A meta é um patamar ideal apontado pelo Banco Central para a taxa. Com ela, a entidade indica ao mercado que atuará para abaixar ou subir o indicador de forma mantê-lo em torno do nível almejado.

Como não haverá mais nenhuma reunião de revisão da Selic até o fim de 2015, não há novas previsões de economistas para a taxa no ano. Atualmente, a meta é de 14,25%.

Fonte: Folha.com
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