Economistas pioram projeção de queda do PIB de 2016 para 2,67%

Economistas consultados pelo Banco Central ampliaram para 3,62% o centro (mediana) das previsões de retração do PIB para 2015. Há uma semana, esperava-se queda de 3,52%.

Para 2016, espera-se queda de 2,67%. Na semana anterior, esperava-se retração de 2,31%.

Os dados fazem parte de pesquisa com economistas realizada pelo Banco Central e publicada semanalmente no boletim Focus.

A previsão de inflação também subiu. Ela foi de 10,44% há uma semana para 10,61%, para o fechamento do ano de 2015.

Para 2016 prevê-se inflação de 6,80%. Há uma semana esperava-se inflação de 6,70% para o ano.

As previsões também reduziram, pela primeira vez desde abril, a expectativa sobre a taxa de câmbio. Agora, espera-se que ela feche o ano em R$ 3,90. Há uma semana, esperava-se que chegasse a R$ 3,95.

Para o fechamento de 2016, a expectativa é a mesma da semana anterior, de um câmbio em R$ 4,20.

META DA SELIC MAIOR DO QUE EM 2015

Economistas ampliaram para 14,63% o centro (mediana) das previsões para a meta da taxa de juros Selic no fechamento de 2016. Há uma semana, esperava-se que a meta ficasse próxima ao patamar atual, de 14,25%.

Desde o início do ano, a previsão de economistas para a meta da Selic de 2016 tem sido menor do que a para 2015. Ou seja, esperava-se que o governo afrouxasse o controle sobre a inflação no ano que vem.

Na semana passada, no entanto, a previsão para o fim de 2016 ficou igual ao patamar atual. E agora o mercado espera que o ano que vem feche com a Selic maior do que a taxa deste ano.

Também subiu a previsão para a média da taxa de juros em 2016, de 14,25% há uma semana para 14,92%.

Como não haverá mais nenhuma reunião de revisão da Selic até o fim de 2015, não há novas previsões de economistas para a taxa no ano.

A taxa de juros é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia.

Se os juros caem muito, a população e as empresas têm mais acesso a crédito e consomem mais. Esse aumento da demanda pode pressionar os preços.

Se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento —que ficam mais caros—, a economia se desacelera e evita-se que os preços subam, ou seja, que haja inflação.

A meta é um patamar ideal apontado pelo Banco Central para a taxa. Com ela, a entidade indica ao mercado que atuará para abaixar ou subir o indicador de forma mantê-lo em torno do nível almejado.

Fonte: Folha.com

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