Barbalha tem quatro casos de microcefalia

Frente ao aumento no número de casos de microcefalia, equipes de saúde reforçam as ações no combate à doença. A microcefalia é uma condição neurológica que se apresenta como a falta do desenvolvimento correto do cérebro na caixa craniana. De acordo com o último boletim emitido pela Secretaria de Saúde do Ceará, até o final de novembro, as Coordenadorias Regionais de Saúde (Cres) do Cariri registraram sete casos. Destes, quatro ocorreram em Barbalha. O município é o segundo com maior número de crianças nascidas com a doença no Ceará, perdendo somente para Fortaleza, que teve 12 ocorrências. Ao todo, o Estado registrou 25 casos até o período.

Segundo Débora Albuquerque, médica assistente do berçário do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, desde sua chegada, há nove meses, até meados de agosto, nenhum caso fora registrado no local. Depois de agosto, somente o HMSVP teve cerca de doze casos, originados tanto pela toxoplasmose como pelo citomegalovírus e o Zika vírus. Como explicou, a toxoplasmose acontece com a ingestão de alimentos contaminados; o citomegalovírus é como uma virose comum, e suas causas não possuem formas exatas de prevenção e tratamento; já o Zika vírus é transmitido, conforme apontam atuais estudos, pelo Aedes aegypti.

Mediante o aumento de registros, a orientação é a prevenção. Em consonância com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde aponta a necessidade de as gestantes evitarem contato com mosquitos e utilizarem repelentes e roupas que cubram sua pele, assim como a realização correta do pré-natal e de todos os exames recomendados pelo médico.

Por conta do aumento de ocorrências, a Organização Mundial de Saúde (OMS), ao reconhecer o problema e a ligação entre o mosquito e o Zika vírus, emitiu alerta global para combater a doença, que já registrou casos em nove países das Américas. Somente no Nordeste brasileiro, foram notificados 141 casos em 55 cidades. O número é 15 vezes maior do que a média registrada entre 2010 e 2014, que teve nove casos por ano.

No Cariri, segundo Débora Maria, assessora técnica da 21ª CRES, a saúde no Cariri busca intensificar as ações no combate à microcefalia. A região já recebeu até mesmo a visita de técnicos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado para auxiliar o trabalho que, como enfatizou, está sendo feito a nível regional para evitar o aumento no número de casos.

Fonte: Jornal do Cariri
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